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TRABALHOS DE NEUROCIêNCIAS E COMPORTAMENTO

Métodos em Neurofisiologia

 

Sabbatini, R.M.E.; Lico, M.C. - Um método para imobilização da cabeça em estudos estereotáxicos com animais acordados. Ciência e Cultura, 1981, 31 (Supl.). p. 840.

A investigação neurofisiológica com animais acordados exige quase sempre a utilização de implantes crônicos de eletrodos, cânulas e outros dispositivos, que se tornam complexos e laboriosos quando se pretende realizar estudos exploratórios e de mapeamento no SNC. Neste trabalho descrevemos um método de preparação neurofisiológica em gatos, que permite prender a cabeça do animal em um aparelho estereotáxico comum, por meio de parafusos previamente implantados no seu crânio, ao invés de barras nos meatos auditivos e grampos maxilares e orbitais. O método pode ser facilmente adaptado para outras espécies. O animal anestesiado profundamente é colocado da maneira usual no aparelho estereotáxico. Dois parafusos de Sheatz, de aço inoxidável (4,76 mm por 25 mm para o gato adulto) são inseridos de modo invertido em fendas em T, praticadas bilateralmente nos ossos parietais ou occipitais, com uma broca; e fixados com porcas. A pele é suturada ao redor das mesmas com grampos cirúrgicos. Após a recuperação cirúrgica, o animal pode ser usado experimentalmente. Sob anestesia etérica leve, o gato é colocado novamente no aparelho estereotáxico, pelo método convencional. Dois suportes especialmente confeccionados, constituídos de barras presas às charneiras perfuradas ajustáveis, são presos a barras laterais do aparelho e as charneiras inseridas nos parafusos do crânio e presas com porcas aos mesmos. A seguir, as barras dos meatos auditivos e outros grampos de fixação podem ser retirados. O corpo do animal é contido em uma caixa com tampa móvel, e abertura para a cabeça em um dos membros, e que se adapta sob o aparelho estereotáxico. Ainda sob anestesia, podem ser realizadas a abertura de orifícios no crânio, a penetração de eletrodos, microeletrodos e cânulas presas a manipuladores estereotáxicos, etc. Anestesia local é aplicada às bordas das incisões feitas, e a anestesia geral suspensa. é possível então a realização de experimentos com o animal acordado e imobilizado, mas sem estímulos dolorosos provenientes do aparelho estereotáxico ou dos procedimentos cirúrgico. O animal suporta esta situação por várias horas, e que pode ser repetida quando conveniente.

Sabbatini, R.M.E. - Um transdutor simples para o registro pupilográfico em gatos anestesiados. Ciência e Cultura, 32 (Supl.): 679, 1982.

O transdutor aqui descrito permite o registro contínuo do diâmetro pupilar de gatos (e espécies animais que apresentem contraste diferencial entre a íris e a pupila), em um polígrafo tipo Physiograph (R). Duas versões foram construídas e testadas: a primeira delas podendo ser conectada como um pré-amplificador de corrente direta (DC) padrão do sistema Physiograph, e tendo como base uma válvula amplificadora, de modo a torná-la compatível com as versões mais antigas do polígrafo em questão; e a segunda baseada em um amplificador DC transistorizado, de uso geral. O diâmetro pupilar é medido por reflexão de luz no espectro visível, focalizada sobre a íris através de uma peça ocular de acrílico pintado de negro, que se adapta à curvatura da córnea. A percentagem de luz refletida é medida por um fotorresistor, que por sua vez é parte de uma ponte de Wheatstone. A saída desta é amplificada e injetada em um dos canais do polígrafo. A intensidade luminosa é regulada separadamente e é mantida bem baixa, de modo a evitar interferência na resposta pupilar. O transdutor pode ser calibrado manualmente, medindo-se respostas estáveis de midríase ou miose provocadas por drogas sistêmicas, e tem-se revelado confiável e preciso, tanto no laboratório de pesquisa, quanto para o ensino. Para sua construção foram utilizados componentes eletrônicos convencionais e de baixo custo. Em nosso laboratório temos aplicado o transdutor pupilográfico no registro de respostas autonômicas à estimulação elétrica subcortical em gatos anestesiados e em preparação semi-aguda. Nesta última, o animal é preso no aparelho estereotáxico por um sistema de parafusos cranianos, e anestesia-se localmente apenas a córnea, para facilitar a adaptação da peça ocular.

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Sabbatini, R.M.E. - A head-mounted stereotaxic platform for intracranial exploration with movable electrodes. Brazilian Journal of Medical and Biological Research , 15(1): 65-71, 1982.

Este artigo descreve uma técnica aperfeiçoada para a construção de uma plataforma estereotáxica selada, reusável, que pode ser implantada cronicamente sobre a cabeça, e que pode ser usada para guiar a inserção estereotáxica de eletrodos móveis no cérebro de gatos acordados e em movimentação livre. O projeto propicia estabilidade mecânica e proteção para os eletrodos, necessários durante reações comportamentais violentas. é facilmente adaptável para outras espécies.

Dr. Renato M.E. Sabbatini, Phd - 2004
 


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Last updated: 2/January/2019