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TRABALHOS DE NEUROCIêNCIAS E COMPORTAMENTO

Estudos etológicos em primatas

 

Alves, M.I.C.; Sabbatini, R.M.E. - Aspectos preliminares do comportamento alimentar de bugios (Allouata caraya), em ambiente semi-natural. Resumos das Comunicações da XI Reunião Anual da Sociedade de Psicologia de Ribeirão Preto, p. 115, 1981.

O objetivo deste estudo é investigar o comportamento alimentar em relação ao meio ambiente, em um grupo de 18 bugios vivendo livremente em condições semi-naturais no Bosque Municipal "Dr. Fabio S. Barreto", em Ribeirão Preto, SP. Com este conhecimento, determinar-se-a mais claramente os mecanismos adaptativos e ecológicos de uma espécie de extinção e que sobrevive pouco em cativeiro. As observações foram feitas cerca de 3 vezes por semana, por 5 horas em média utilizando-se para registro um gravador de áudio e uma máquina fotográfica com teleobjetiva de 200 mm. Os observadores utilizaram sempre a mesma roupa para acostumar os animais a sua presença. Inicialmente observou-se qualitativamente o comportamento de procura, manipulação e ingestão de alimentos a interação e distribuição dos indivíduos e a eliminação de fezes e urina. Esta, assim como as espécies vegetais consumidas, foram coletadas e preservadas para análises posteriores. Em 8 meses de observação, pode-se traçar um mapa das áreas de permanência e caminhos seguidos, assim como a sazonalidade alimentar. O grupo se alimenta de 2 a 4 vezes/dia, por 20 a 40 min. cada, parecendo haver uma variação sazonal nos horários de alimentação. A alimentação é constituída de brotos, frutas, folhas e flores, colhidas em árvores no trajeto diário (com algumas espécies, como Ficus sp., parecendo constituir a dieta básica durante todo o ano). Durante a alimentação as distâncias inter-individuais mínimas são de cerca de 2,5 m, excluindo os pares mãe-criança. Não foram observados quaisquer eventos de interação ou cooperação durante a alimentação. No verão e outono ocorre ainda a subdivisão do bando em 4 a 5 subgrupos de composição variável e heterogênea, que se alimentam nas mesmas árvores em tempos diferentes, enquanto outros realizam outras atividades nas proximidades. O alimento é selecionado visualmente e coletado com a boca, sendo o galho a ela direcionado com os membros anteriores ou posteriores, enquanto o animal está pendurado pela cauda ou sentado entre ramos, apoiados pela cauda e membros posteriores. A eliminação de fezes e urina é seqüencial, com a parte posterior do tronco afastada do ramo onde o animal se encontra, conseqüentemente levando a queda livre dos dejetos (que são em geral acumulados pelo bando sempre nos mesmos locais).

 

Francisco, A.L.; Sabbatini, R.M.E.; Ades, C. - Estudo do comportamento do bugio (Allouata caraya) em área semi-natural: possíveis modificações adaptativas. Resumos das Comunicações da XI Reunião Anual da Sociedade de Psicologia de Ribeirão Preto, p. 113, 1981.

Temos por objetivo o estudo do comportamento do bugio (Allouata caraya, Humboldt, 1812) em condições semi-naturais, segundo uma abordagem etológica e tentando esclarecer os possíveis mecanismos adaptativos nesta situação. O grupo de bugios em estudo vive livremente em uma mata urbana, com a área de cerca de 30.000 m2, no Bosque Municipal "Dr. Fabio S. Barreto", em Ribeirão Preto, SP, e é constituído por 18 animais (machos: 3 adultos e 3 semi-adultos; fêmeas 3 adultas, 1 semi-adulta, 4 jovens e 5 filhotes). As observações foram feitas com binóculo ou a olho nu, e os dados anotados, ou gravados, por um período de 4 a 7 horas diárias. Observaram-se os seguintes parâmetros: Levantamento qualitativo: locomoção e manipulação, comportamento alimentar e alimentos preferidos, comportamento maternal e desenvolvimento dos filhotes, catação e comportamentos e estrutura social; levantamento quantitativo: composição do grupo, distribuição espacial, ciclo diurno de atividades e a dinâmica do grupo. Em 7 meses de observação, notamos que o bando de bugios parece apresentar boa adaptação às condições restritas. São animais cujo ritmo de atividades é essencialmente regulado pelos fatores temperatura e fontes de alimentos. Possuem habilidades com membros e cauda, com ambulação quadrupedal e semi-braquiação. Raramente descem ao solo ou saltam entre árvores. Não há competição nem cooperação alimentar, embora tenham notado outros tipos de cooperação intra-grupal e baixíssima agressividade intra-específica. Os filhotes são protegidos pelas mães nos primeiros 2 meses. Não parece haver uma clara divisão hierárquica na estrutura do bando, caracterizando-se uma dominância do tipo incompleto, dividido e com variabilidade sazonal grande. A seqüência e o padrão das atividades diárias são bastante estereotipados. Os rituais normalmente associados à territorialidade encontram-se estabilizados e praticamente inexistentes. Durante o estudo ocorreram 5 nascimentos, demonstrando o sucesso adaptativo e reprodutor da espécie ao meio.

 

Alves, I.M.S.; Sabbatini, R.M.E. - Aspectos preliminares do comportamento alimentar de Allouata caraya (Humboldt, 1812), em ambiente semi-natural. Resumos do IX Congresso Brasileiro de Zoologia, p. 259, 1982.

O objetivo deste estudo é investigar o comportamento alimentar em relação ao meio ambiente, em um grupo de 18 bugios vivendo livremente em condições semi-naturais no Bosque Municipal "Dr. Fábio S. Barreto", em Ribeirão Preto SP. Com este conhecimento, poderemos determinar mais claramente os mecanismos adaptativos e ecológicos de uma espécie em extinção e que sobrevive pouco tempo em cativeiro. As observações foram feitas cerca de 3 vezes por semana, por 5 horas, em média, utilizando-se para registro um gravador de áudio e uma máquina fotográfica com teleobjetiva de 200 mm. Os observadores utilizaram sempre a mesma roupa para acostumar os animais a sua presença. Inicialmente observou-se qualitativamente o comportamento de procura, manipulação e ingestão alimentos, a interação e distribuição dos indivíduos e a eliminação de fezes e urina. Estas, assim como as espécies vegetais consumidas, foram coletadas e preservadas para análises posteriores. Em 8 meses de observação, pode-se traçar um mapa das áreas de permanência e caminhos seguidos, assim como a sazonalidade alimentar. O grupo se alimenta de 2 a 4 vezes/dia, por 20 a 40 min. cada, havendo uma variação sazonal nos horários de alimentação. A alimentação é constituída de brotos, frutas, folhas e flores, colhida em árvore no trajeto diário (com algumas espécies, como Ficus sp., parecendo constituir a dieta básica durante todo o ano). Durante a alimentação as distâncias interindividuais mínimas são de cerca de 2,5m, excluindo os pares mãe-filhote. Não foram observados quaisquer eventos de interação ou cooperação durante a alimentação exceto no caso mãe-filhote pequeno. No verão e outono ocorre ainda a subdivisão de bando em 4 a 5 subgrupos de composição variável e heterogênea, que se alimentam nas mesmas árvores em tempos diferentes, enquanto os outros realizam outras atividades na proximidades. O alimento é selecionado visualmente e coletado geralmente com a boca, ou sendo o galho direcionado a ela pelos membros anteriores ou posteriores, enquanto o animal esta pendurado pela cauda ou sentado entre ramos, apoiado pela cauda e membros posteriores. A eliminação de fezes e urina é seqüencial, com a parte posterior do tronco afastado do ramo onde o animal se encontra, conseqüentemente levando a queda livre dos dejetos (que são em geral acumulados pelo bando sempre nos mesmos locais).

 

Francisco, A.L.; Sabbatini, R.M.E. - Estudo do comportamento do bugio (Allouata caraya) em área semi-naturais: possíveis modificações adaptativas. Resumos do IX Congresso Brasileiro de Zoologia, p. 260, 1982.

Temos por objetivo o estudo do comportamento do bugio (Allouata caraya, Humboldt, 1812) em condições seminaturais, segundo uma abordagem etológica, e tentando esclarecer os possíveis mecanismos adaptativos nesta situação. O grupo de bugios em estudo vive livremente em uma mata urbana, com cerca de 30.000 m2 no Bosque Municipal "Dr. Fábio de Sá Barreto", em Ribeirão Preto- SP, e é constituído por 18 animais (Machos: 3 adultos e 2 semiadultos; fêmeas: 3 adultas 1 semiadulta; 5 filhotes). As observações foram feitas com binóculo ou a olho nu, e os dados anotados ou gravadas em pequenas cadernetas ou em cassete respectivamente, e por um período de 4 a 7 horas diárias em 3 a 4 dias por semana. Os observadores se utilizavam sempre de roupa da mesma cor para facilitar a adaptação dos animais à nossa presença. Observaram-se os seguintes parâmetros: 1) Levantamento qualitativo: locomoção e manipulação, comportamento alimentar e alimentos preferidos, comportamento maternal e desenvolvimento do filhote, brincadeiras, catação, comportamento agressivo e estrutura social; 2) Levantamento quantitativo: composição do grupo, distribuição espacial, ciclo diurno de atividades e dinâmica do grupo. Em 7 meses de observação, obtivemos como dados preliminares que: 1) o ritmo de atividade é regulado essencialmente pelos fatores temperatura, fonte alimentar e acessibilidade ás mesmas. O padrão de atividades diárias são muito estereotipadas, na ordem: acordar, procura e consumo de alimentos, descanso e excreção, interações sociais, repetindo-se até a dormida; 2) Possuem habilidade com os membros e cauda, com ambulação quadrupedal e semi-braquiação. Raramente descem ao solo ou saltam entre as árvores; 3) Não há cooperação nem competição alimentar embora tenha-se outros tipos de cooperação intragrupal e baixíssima agressividade intra-específica; 4) os filhotes são extremamente protegidos pelas mães nos primeiros 2 meses, ocorrendo também o rapto dos mesmos pelas fêmeas jovens; 5) o territorialismo está praticamente inexistente e estabilizado. O ronco típico da espécie, associado ao territorialismo devido à adaptação prolongada e ausência de competição é muito pouco frequente; 6) A hierarquia parece não ser claramente delimitada caracterizando uma dominância do tipo incompleta, dividida e com variabilidade sazonal; 7) durante este estudo ocorreu o nascimento de 5 filhotes o que nos faz concluir que o bando apresenta boa adaptação ás condições restritas do meio demonstrados pelo sucesso reprodutivo.

 

Francisco, A.L.; Sabbatini, R.M.E. - Observações sobre o comportamento maternal e desenvolvimento do filhote de bugio (Allouata caraya) em condições semi-naturais. Resumos do X Congresso Brasileiro de Zoologia, 406-7, 1983.

O presente trabalho teve por objetivo o estudo do comportamento do bugio (Allouata caraya, Humboldt, 1812) vivendo em grupos sociais em condições semi-naturais, segundo uma abordagem etológica. O grupo de bugios estudado (cerca de 13 animais, adultos, jovens e filhotes, em outubro de 1982) vive livremente em uma mata urbana em Ribeirão Preto, SP. A metodologia utilizada e características gerais do comportamento do grupo foram descritas anteriormente. Com relação ao comportamento reprodutivo destes animais, verificou-se que o período de acasalamento concide entre setembro e fevereiro de cada ano. Os filhotes nascem entre maio e agosto (em média 3 meses após a fecundação, um filhote por parte, em 8 nascimentos ocorridos). Estes dados demonstram a existência de uma sazonalidade nos nascimentos, associados portanto à fatores climáticos e alimentares, ao contrário do que postulam outros autores (p.ex. Shoemaker, 1979). O filhote, nos dois primeiros meses de vida, é cuidado intensamente pela mãe, que não permite que outros indivíduos da colônia se aproximem, carreguem ou catem o filhote. Neste período, a presença de humanos provoca na mãe comportamento de esconder o filhote e fugir. O infante normalmente prende-se à mãe na região ventral, ou lateralmente por ocasião da amamentação. Em fase posterior, o filhote adquire maior liberdade de movimentação, passando a prender-se no dorso da mãe, na posição de cavaleiro, eventualmente explorando o ambiente a sua volta ou exercitando-se nos galhos. A partir do segundo mês ocorre também um maior número de interações com animais adultos, que cooperam com a mãe em manter os filhotes na proximidade do bando. Animais jovens, porém, não obtém permissão para carergar o filhote quando este se encontra junto à mãe. Até o quarto mês de vida, a mãe mantém o filhote próximo a si, quanto então há um grande interesse de fêmeas jovens pelos filhotes, que acompanham intensamente a mãe e tentam repetidas vezes catar o filhote e até mesmo "raptá-los" forçosamente (observação até então não reportada por outros autores para esta espécie). Estes comportamentos chegam a provocar agressões da mãe dirigidas às fêmeas jovens, o que sugere que o filhote altera significativamente a posição da mãe na hierarquia social do bando. Podemos concluír que o intenso e duradouro cuidado maternal inicial observado nessa espécie, associado ao pouco contato do filhote com o bando, estaria estritamente relacionado à baixa agressividade intragrupal e à inexistência de uma hierarquia bem definida na situação estudada, provavelmente refletindo a inexistência de pressões competitivas e predatórias no meio. Além disso, pode-se demonstrar convincentemente a boa adaptação do grupo ao ambiente restrito onde vive.

 

TESE RESULTANTE

 

Alves, I.M.S.C. - Comportamento e Hábito Alimentar de um Grupo de Bugios (Alouatta caraya, Humboldt, 1811) em Ambiente Semi-Natural. Monografia de Conclusão de Curso pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em 1983.

Dr. Renato M.E. Sabbatini, Phd - 2004
 


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Last updated: 2/January/2019